CONTEÚDOS:
1- As transformações das primeiras décadas do século XX
1.1 – Um novo equilíbrio global
1.1.1 – A geografia política após a Primeira Guerra Mundial. A Sociedade das Nações
1.1.2 – A difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos Estados unidos
1.2 – A implantação do marxismo-leninismo na Rússia: a construção do modelo soviético
1.2.1 – 1917: O ano das revoluções
1.2.2 – Da democracia dos sovietes ao centralismo democrático
1.5 – Portugal no primeiro pós-guerra
1.5.1 – As dificuldades económicas e a instabilidade política e social; a falência da primeira República
2- O agudizar das tensões políticas e sociais a partir dos anos 30.
2.1 – A grande depressão e o seu impacto social
2.2 – As opções totalitárias
2.2.1 – Os fascismos, teoria e prática
2.2.2 – O estalinismo
2.3 – A resistência das democracias liberais
2.3.1 – O intervencionismo do estado – o New Deal
2.3.2 – Os governos de Frente Popular e a mobilização dos cidadãos
2.4 – A dimensão social e política da cultura
2.4.1 – A cultura de massas
2.4.2 – As preocupações sociais na literatura e na arte
2.4.3 – A cultura e o desporto ao serviço dos Estados
2.5 – Portugal: o Estado Novo
2.5.1 – O triunfo das forças conservadoras; a progressiva adopção do modelo fascista italiano nas instituições e no imaginário político
COTAÇÕES
GRUPO I
1. ................................................................................................................... 20 pontos
2. ................................................................................................................... 60 pontos
_____________________80 pontos
GRUPO II
1. ................................................................................................................... 30 pontos
2. ................................................................................................................... 30 pontos
3. ................................................................................................................... 60 pontos
_____________________120 pontos
TOTAL ..................................................... 200 pontos
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
A Cultura de Massas e o Desejo de Evasão
Tradicionalmente, a noção de cultura era concebida como um fenómeno elitista, próprio de uma minoria prestigiada e dominante na sociedade, constituída por indivíduos poderosos e intelectualmente aptos.
Era vista como algo reservado às classes sociais mais elevadas, e, por isso, se chamava cultura de elites.
A partir do séc. XX a cultura de elites foi substituída por uma cultura de massas, graças aos meios de comunicação de massas que investiram numa «indústria cultural» dirigida às grandes massas.
Esta visava a ocupação dos tempos livres dos trabalhadores, procurando também compensá-los da monotonia e solidão das sociedades modernas. A cultura passava assim a ser pensada com vista a chegar às grandes massas, enquanto bens de consumo culturais.
Este alargamento da cultura às grandes massas resultou da conjugação de vários factores: a melhoria das condições de vida dos trabalhadores; a sua alfabetização com a obrigatoriedade do ensino primário; e o aparecimento dos novos meios de comunicação como a rádio, o
cinema, a imprensa.
Características da cultura de massas:
é difundida pelos mass media;
é multifacetada, quer nos conteúdos, quer nas formas que apresenta;
é superficial na abordagem dos temas;
interessa-se pelo imediato, cultivando a novidade;
é de duração efémera;
é uma cultura de evasão (através dela os indivíduos abstraem-se dos seus
problemas quotidianos);
contribui para a estandardização dos comportamentos, pois divulga determinadas atitudes e princípios aceites pela sociedade e que apontam para um "tipo de pessoa média."
* Realiza uma pesquisa sobre um dos meios de difusão da cultura de massas
Era vista como algo reservado às classes sociais mais elevadas, e, por isso, se chamava cultura de elites.
A partir do séc. XX a cultura de elites foi substituída por uma cultura de massas, graças aos meios de comunicação de massas que investiram numa «indústria cultural» dirigida às grandes massas.
Esta visava a ocupação dos tempos livres dos trabalhadores, procurando também compensá-los da monotonia e solidão das sociedades modernas. A cultura passava assim a ser pensada com vista a chegar às grandes massas, enquanto bens de consumo culturais.
Este alargamento da cultura às grandes massas resultou da conjugação de vários factores: a melhoria das condições de vida dos trabalhadores; a sua alfabetização com a obrigatoriedade do ensino primário; e o aparecimento dos novos meios de comunicação como a rádio, o
cinema, a imprensa.
Características da cultura de massas:
é difundida pelos mass media;
é multifacetada, quer nos conteúdos, quer nas formas que apresenta;
é superficial na abordagem dos temas;
interessa-se pelo imediato, cultivando a novidade;
é de duração efémera;
é uma cultura de evasão (através dela os indivíduos abstraem-se dos seus
problemas quotidianos);
contribui para a estandardização dos comportamentos, pois divulga determinadas atitudes e princípios aceites pela sociedade e que apontam para um "tipo de pessoa média."
* Realiza uma pesquisa sobre um dos meios de difusão da cultura de massas
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Correcção do Teste
GRUPO I
1-A Europa encontrava-se após a 1ª guerra mundial arruinada, no plano humano e material, perdendo a hegemonia em favor da ascensão dos EUA. A Europa viu-se a braços com uma inflação galopante, uma forte desvalorização da moeda e com grandes dificuldades na reconversão da economia. O doc. mostra a preocupação dos americanos relativamente ao pagamento das reparações de guerra, não desresponsabilizando os alemães mas não querendo que a Alemanha caia no marasmo e a preocupação devido aos interesses económicos americanos “os nossos créditos (…)jogo”; para além da solidariedade “coração (…)”
2- Terminada a guerra, iniciou-se a Conferência de Paz em Janeiro de 1919, em Paris, com a presença das potências vencedoras, das quais se destacavam: França, Inglaterra e EUA. O doc. apresentado pelo presidente Wilson ao congresso americano serviu de base às negociações, que revelaram interesses divergentes, estando a França interessada em enfraquecer a Alemanha o que não acontecia com a Grã-Bretanha que entendia que esta situação podia favorecer a expansão do bolchevismo. A concretização dos acordos de paz seria concretizado com vários tratados, sobretudo o de Versalhes, do qual resultou uma nova geografia política e uma nova ordem internacional, tendo acarretado perdas pesadas e violentas para os vencidos, para além do pagamento das reparações, que refere o doc.. Os EUA irão ajudar na recuperação económica dos países europeus, através do fornecimento de avultados empréstimos. O presidente dos EUA propõe também a criação de um organismo – SDN, que tinha como principal objectivo a manutenção da paz, mas a questão das reparações de guerra tornou-se um obstáculo à paz e levaram os EUA a desistirem da participação na Sociedade das Nações.
GRUPO II
1-As medidas revolucionárias do marxismo-leninismo e do Comunismo de Guerra, o controlo por parte do Estado nos meios de produção levam à queda da produção.
A inversão desta situação dá-se com a politica da NEP: a nível agrícola as requisições foram substituídas por um imposto em géneros e a colectivização agrária foi interrompida, o que levou a um aumento da produção e a percentagem de terra inculta desceu; desnacionalizaram-se as empresas com menos de 20 operários; fomentou-se o investimento estrangeiro e permitiu-se a entrada de técnicos e matérias-primas. A Rússia modernizou-se e as produções de hulha, petróleo e aço registaram significativos aumentos (doc.1).
2- Permanência do gosto naturalista até inícios do século XX. Os primeiros sinais do modernismo português surgem na Exposição de 1911 realizada em Lisboa, entre eles estava Manuel Bentes, que responde à crítica feita a esta exposição por Higino de Mendonça (doc. 3). Este e outros pintores encontravam-se em Paris, centro das vanguardas artísticas, o que lhes permitiu o contacto com essas mesmas vanguardas, dando origem a um grupo de artistas que cortaria com a tradição naturalista que dominava a arte portuguesa de então, originando o Modernismo Português.
Desse grupo salienta-se Amadeo de Souza Cardoso que, nessa cidade, contacta com Amedeo Modigliani (com quem colabora e expõe), bem como Sónia e Robert Delaunay. Regressado a Portugal no inicio da 1ª Guerra Mundial (1914-18), as exposições que realizou em 1916, em Lisboa e Porto, foram determinantes para o contacto do público com essas mesmas vanguardas.(doc.2)
As principais propostas artísticas: Expressionismo, Futurismo, Cubismo, Orfismo e Humorismo.
3-A tela A Alegria de Viver, criada por Henri Matisse em 1905-1906, constituiu uma manifestação da primeira experiência de vanguarda do século XX, levada a cabo pelo movimento fauvista.
Rejeição da tradição académica:
• recusa do convencionalismo académico da pintura tradicional;
• destruição dos conceitos e dos valores estéticos e criação de novas linguagens artísticas;
• autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta;
• progressivo abandono da tridimensionalidade.
Inovação temática, formal, cromática e técnica:
• temática sem preocupações com questões de índole psicológica ou social;
• transmissão de sensações e de emoções profundas, através da utilização expressiva da cor;
• «primitivismo» das formas, simplicidade do traço e distorção dos volumes;
• exaltação da cor, com recurso a cores fortes e puras, usadas em tonalidades arbitrárias e contrastantes;
• aplicação de pinceladas livres, intuitivas e emotivas e de grossos empastes;
• ausência de modelado.
1-A Europa encontrava-se após a 1ª guerra mundial arruinada, no plano humano e material, perdendo a hegemonia em favor da ascensão dos EUA. A Europa viu-se a braços com uma inflação galopante, uma forte desvalorização da moeda e com grandes dificuldades na reconversão da economia. O doc. mostra a preocupação dos americanos relativamente ao pagamento das reparações de guerra, não desresponsabilizando os alemães mas não querendo que a Alemanha caia no marasmo e a preocupação devido aos interesses económicos americanos “os nossos créditos (…)jogo”; para além da solidariedade “coração (…)”
2- Terminada a guerra, iniciou-se a Conferência de Paz em Janeiro de 1919, em Paris, com a presença das potências vencedoras, das quais se destacavam: França, Inglaterra e EUA. O doc. apresentado pelo presidente Wilson ao congresso americano serviu de base às negociações, que revelaram interesses divergentes, estando a França interessada em enfraquecer a Alemanha o que não acontecia com a Grã-Bretanha que entendia que esta situação podia favorecer a expansão do bolchevismo. A concretização dos acordos de paz seria concretizado com vários tratados, sobretudo o de Versalhes, do qual resultou uma nova geografia política e uma nova ordem internacional, tendo acarretado perdas pesadas e violentas para os vencidos, para além do pagamento das reparações, que refere o doc.. Os EUA irão ajudar na recuperação económica dos países europeus, através do fornecimento de avultados empréstimos. O presidente dos EUA propõe também a criação de um organismo – SDN, que tinha como principal objectivo a manutenção da paz, mas a questão das reparações de guerra tornou-se um obstáculo à paz e levaram os EUA a desistirem da participação na Sociedade das Nações.
GRUPO II
1-As medidas revolucionárias do marxismo-leninismo e do Comunismo de Guerra, o controlo por parte do Estado nos meios de produção levam à queda da produção.
A inversão desta situação dá-se com a politica da NEP: a nível agrícola as requisições foram substituídas por um imposto em géneros e a colectivização agrária foi interrompida, o que levou a um aumento da produção e a percentagem de terra inculta desceu; desnacionalizaram-se as empresas com menos de 20 operários; fomentou-se o investimento estrangeiro e permitiu-se a entrada de técnicos e matérias-primas. A Rússia modernizou-se e as produções de hulha, petróleo e aço registaram significativos aumentos (doc.1).
2- Permanência do gosto naturalista até inícios do século XX. Os primeiros sinais do modernismo português surgem na Exposição de 1911 realizada em Lisboa, entre eles estava Manuel Bentes, que responde à crítica feita a esta exposição por Higino de Mendonça (doc. 3). Este e outros pintores encontravam-se em Paris, centro das vanguardas artísticas, o que lhes permitiu o contacto com essas mesmas vanguardas, dando origem a um grupo de artistas que cortaria com a tradição naturalista que dominava a arte portuguesa de então, originando o Modernismo Português.
Desse grupo salienta-se Amadeo de Souza Cardoso que, nessa cidade, contacta com Amedeo Modigliani (com quem colabora e expõe), bem como Sónia e Robert Delaunay. Regressado a Portugal no inicio da 1ª Guerra Mundial (1914-18), as exposições que realizou em 1916, em Lisboa e Porto, foram determinantes para o contacto do público com essas mesmas vanguardas.(doc.2)
As principais propostas artísticas: Expressionismo, Futurismo, Cubismo, Orfismo e Humorismo.
3-A tela A Alegria de Viver, criada por Henri Matisse em 1905-1906, constituiu uma manifestação da primeira experiência de vanguarda do século XX, levada a cabo pelo movimento fauvista.
Rejeição da tradição académica:
• recusa do convencionalismo académico da pintura tradicional;
• destruição dos conceitos e dos valores estéticos e criação de novas linguagens artísticas;
• autonomia da obra de arte em relação à realidade concreta;
• progressivo abandono da tridimensionalidade.
Inovação temática, formal, cromática e técnica:
• temática sem preocupações com questões de índole psicológica ou social;
• transmissão de sensações e de emoções profundas, através da utilização expressiva da cor;
• «primitivismo» das formas, simplicidade do traço e distorção dos volumes;
• exaltação da cor, com recurso a cores fortes e puras, usadas em tonalidades arbitrárias e contrastantes;
• aplicação de pinceladas livres, intuitivas e emotivas e de grossos empastes;
• ausência de modelado.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Princípios fundamentais das ideologias fascistas
A ideologia fascista assenta no totalitarismo, rejeitando o parlamentarismo, o sistema multipartidário, a democracia (ou qualquer outro tipo de soberania popular), o individualismo, não respeitando os direitos do homem e existindo uma primazia do Estado sobre o indivíduo.
A ideologia fascista expressa-se também pela existência de um nacionalismo exacerbado, sendo a nação um valor sagrado e procurando modelos no passado mais glorioso da nação. As nações superiores deveriam subordinar as inferiores.
A ideologia fascista rejeita o sistema multipartidário, existindo portanto um partido único, que com milícias armadas intimida todos os que estão contra ele. A vida do país era totalmente controlada por esta milícia.
Outra característica dos modelos fascistas é o culto do chefe, que é tornado um Deus – possui dons e graças divinas, é infalível e omnisciente, tendo a sua palavra força de lei.
Os regimes fascistas davam grande importância à formação e ao desenvolvimento do homem novo, que deveria ser viril, apto para o comando e duro para consigo próprio e para com os seus subordinados; a mulher é considerada uma cidadã de segunda, tendo a seu cargo os filhos, a cozinha e a igreja. Existiam actividades pós-laborais para o controlo e formação dos trabalhadores.
O elitismo e mesmo o racismo estão também presente nestes regimes, sendo assim desprezado o principio liberal, segundo o qual os homens são iguais no nascimento. Os regimes fascistas consideram que só as elites, ou seja, os mais fortes devem governar. Na Alemanha, a raça ariana era considerada como a única pura e os alemães, a sua elite destinada a governar o mundo; para a afirmação da raça ariana, fez-se um apuramento físico e mental desta, através da selecção, do eugenismo, da esterilização e da eutanásia. Os judeus foram perseguidos.
Nestes sistemas, dá-se uso à repressão e à violência como forma de controlo, existindo polícias politicas secretas (OVRA na Itália e Gestapo na Alemanha) e milícias armadas (as Camisas Negras na Itália e as SS e as SA na Alemanha); os meios de propaganda e de comunicação de massas são controlados através da censura.
É através destes meios que os regimes fascistas propagam as suas ideias, o culto do chefe e padronizam toda a cultura; as paradas militares servem também para a propaganda do regime.
Estes regimes cultivam também o ideal de autarcia, devendo o Estado ser auto-suficiente em todos os sentidos.
Os regimes totalitários caracterizam-se também por um forte militarismo e imperialismo, visando a conquista de novos territórios, tendo sido isto o que acabou por conduzir à II Guerra Mundial. A Itália procurou a restauração do antigo Império Romano; a Alemanha queria formar um espaço vital, para reagrupar todos os germanos numa única grande nação cujo território se devia estender para o leste europeu.
Por fim, os Estados fascistas acabam com as lutas de classes através da sua intervenção directa na regulamentação da ligação capital-trabalho. O fascismo italiano tinha aqui a sua principal particularidade, devido ao corporativismo.
A ideologia fascista expressa-se também pela existência de um nacionalismo exacerbado, sendo a nação um valor sagrado e procurando modelos no passado mais glorioso da nação. As nações superiores deveriam subordinar as inferiores.
A ideologia fascista rejeita o sistema multipartidário, existindo portanto um partido único, que com milícias armadas intimida todos os que estão contra ele. A vida do país era totalmente controlada por esta milícia.
Outra característica dos modelos fascistas é o culto do chefe, que é tornado um Deus – possui dons e graças divinas, é infalível e omnisciente, tendo a sua palavra força de lei.
Os regimes fascistas davam grande importância à formação e ao desenvolvimento do homem novo, que deveria ser viril, apto para o comando e duro para consigo próprio e para com os seus subordinados; a mulher é considerada uma cidadã de segunda, tendo a seu cargo os filhos, a cozinha e a igreja. Existiam actividades pós-laborais para o controlo e formação dos trabalhadores.
O elitismo e mesmo o racismo estão também presente nestes regimes, sendo assim desprezado o principio liberal, segundo o qual os homens são iguais no nascimento. Os regimes fascistas consideram que só as elites, ou seja, os mais fortes devem governar. Na Alemanha, a raça ariana era considerada como a única pura e os alemães, a sua elite destinada a governar o mundo; para a afirmação da raça ariana, fez-se um apuramento físico e mental desta, através da selecção, do eugenismo, da esterilização e da eutanásia. Os judeus foram perseguidos.
Nestes sistemas, dá-se uso à repressão e à violência como forma de controlo, existindo polícias politicas secretas (OVRA na Itália e Gestapo na Alemanha) e milícias armadas (as Camisas Negras na Itália e as SS e as SA na Alemanha); os meios de propaganda e de comunicação de massas são controlados através da censura.
É através destes meios que os regimes fascistas propagam as suas ideias, o culto do chefe e padronizam toda a cultura; as paradas militares servem também para a propaganda do regime.
Estes regimes cultivam também o ideal de autarcia, devendo o Estado ser auto-suficiente em todos os sentidos.
Os regimes totalitários caracterizam-se também por um forte militarismo e imperialismo, visando a conquista de novos territórios, tendo sido isto o que acabou por conduzir à II Guerra Mundial. A Itália procurou a restauração do antigo Império Romano; a Alemanha queria formar um espaço vital, para reagrupar todos os germanos numa única grande nação cujo território se devia estender para o leste europeu.
Por fim, os Estados fascistas acabam com as lutas de classes através da sua intervenção directa na regulamentação da ligação capital-trabalho. O fascismo italiano tinha aqui a sua principal particularidade, devido ao corporativismo.


Elabora um comentário às seguintes afirmações:
"Auschwitz foi palco de um extermínio cientificamente premeditado"
"Auschwitz foi palco de um extermínio cientificamente premeditado"
"O nazismo espezinhou os direitos humanos"
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
TESTE
Estrutura e Cotações
GRUPO I
1. ......................................................................... 20 pontos
2. ......................................................................... 60 pontos
_________80 pontos
GRUPO II
1. ......................................................................... 30 pontos
2. ......................................................................... 30 pontos
3. ......................................................................... 60 pontos
_______120 pontos
TOTAL ..................................................... 200 pontos
Conteúdos:
1- As transformações das primeiras décadas do século XX
1.1 – Um novo equilíbrio global
1.1.1 – A geografia política após a Primeira Guerra Mundial. A Sociedade das Nações
1.1.2 – A difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos Estados unidos
1.2 – A implantação do marxismo-leninismo na Rússia: a construção do modelo soviético
1.2.1 – 1917: O ano das revoluções
1.2.2 – Da democracia dos sovietes ao centralismo democrático
1.3 – A regressão do demoliberalismo
1.3.1 – O impacto do socialismo revolucionário; dificuldades económicas e radicalização dos movimentos sociais; emergência de autoritarismos
1.4 – Mutações nos comportamentos e na cultura
1.4.1 – As transformações da vida urbana
1.4.2 – A descrença no pensamento positivista e as novas concepções científicas
1.4.3 – As vanguardas: rupturas com os cânones das artes e da literatura
1.5 – Portugal no primeiro pós-guerra
1.5.1 – As dificuldades económicas e a instabilidade política e social; a falência da primeira República
1.5.2 – Tendências culturais: entre o naturalismo e as vanguardas
GRUPO I
1. ......................................................................... 20 pontos
2. ......................................................................... 60 pontos
_________80 pontos
GRUPO II
1. ......................................................................... 30 pontos
2. ......................................................................... 30 pontos
3. ......................................................................... 60 pontos
_______120 pontos
TOTAL ..................................................... 200 pontos
Conteúdos:
1- As transformações das primeiras décadas do século XX
1.1 – Um novo equilíbrio global
1.1.1 – A geografia política após a Primeira Guerra Mundial. A Sociedade das Nações
1.1.2 – A difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos Estados unidos
1.2 – A implantação do marxismo-leninismo na Rússia: a construção do modelo soviético
1.2.1 – 1917: O ano das revoluções
1.2.2 – Da democracia dos sovietes ao centralismo democrático
1.3 – A regressão do demoliberalismo
1.3.1 – O impacto do socialismo revolucionário; dificuldades económicas e radicalização dos movimentos sociais; emergência de autoritarismos
1.4 – Mutações nos comportamentos e na cultura
1.4.1 – As transformações da vida urbana
1.4.2 – A descrença no pensamento positivista e as novas concepções científicas
1.4.3 – As vanguardas: rupturas com os cânones das artes e da literatura
1.5 – Portugal no primeiro pós-guerra
1.5.1 – As dificuldades económicas e a instabilidade política e social; a falência da primeira República
1.5.2 – Tendências culturais: entre o naturalismo e as vanguardas
A GRANDE DEPRESSÃO
Com o fim da I Guerra Mundial, a Europa entra num período de reconstrução, que se salda num aumento da procura dos bens de equipamento e de matérias-primas. No entanto, em 1920, inicia-se uma crise económica nos países industrializados, que atinge o seu ponto mais grave em 1921. A procura baixa, os stocks acumulam-se, os preços baixam, bem como a produção. Assistem-se a falências, a baixas de salários e ao desemprego. A Europa é atingida, pois dependia do crédito americano. A recuperação desta crise é feita através do surgimento de inovações tecnológicas, pela utilização de métodos de racionalização do trabalho, pela concentração das empresas e pelo incremento das operações bolsistas. Em 1925, é alcançada a estabilização monetária e são atingidos os níveis de produção anteriores à guerra.
Entre 1925 e 1929, vive-se uma era de prosperidade, “os loucos anos 20”, e a Europa e os EUA assistem a um boom industrial.
A prosperidade assentava em bases pouco sólidas, que depressa vão conduzir à sua derrocada. O recurso ao crédito, a saturação dos mercados, as dificuldades nas indústrias do aço e dos automóveis e a especulação na bolsa vão conduzir à grande depressão, que nasce com o crash da bolsa de Nova Iorque em Outubro de 1929. Os bancos vão à falência, o desemprego aumenta, os preços descem, as empresas fecham, agricultores vão à ruína, os produtores destroem milhões de toneladas de alimentos (tentando evitar que os preços baixassem), pequenos e médios industriais perdem tudo o que tinham, classes médias e reformados ficam arruinados, o operariado vai para o desemprego e agudizam-se os conflitos sociais, bem como o racismo.
A generalização da crise a nível mundial (excepto URSS) pode explicar-se devido à retirada dos capitais investidos na Europa (os bancos e as empresas vão à falência) e à contracção do comércio mundial (que impossibilita que os países escoem a sua produção).
Entre 1925 e 1929, vive-se uma era de prosperidade, “os loucos anos 20”, e a Europa e os EUA assistem a um boom industrial.
A prosperidade assentava em bases pouco sólidas, que depressa vão conduzir à sua derrocada. O recurso ao crédito, a saturação dos mercados, as dificuldades nas indústrias do aço e dos automóveis e a especulação na bolsa vão conduzir à grande depressão, que nasce com o crash da bolsa de Nova Iorque em Outubro de 1929. Os bancos vão à falência, o desemprego aumenta, os preços descem, as empresas fecham, agricultores vão à ruína, os produtores destroem milhões de toneladas de alimentos (tentando evitar que os preços baixassem), pequenos e médios industriais perdem tudo o que tinham, classes médias e reformados ficam arruinados, o operariado vai para o desemprego e agudizam-se os conflitos sociais, bem como o racismo.
A generalização da crise a nível mundial (excepto URSS) pode explicar-se devido à retirada dos capitais investidos na Europa (os bancos e as empresas vão à falência) e à contracção do comércio mundial (que impossibilita que os países escoem a sua produção).
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O MOVIMENTO MODERNISTA PORTUGUÊS
Pode entender-se por modernismo o conjunto de movimentos da literatura, das artes plásticas, da arquitectura e da música surgidos nos finais do século XIX e que se estenderam até à II Guerra Mundial (em Portugal, o movimento modernista inicia-se em 1913 e prolonga-se até 1940 – ano da Exposição do Mundo Português). Este movimento caracterizava-se pela ruptura com o passado e pela liberdade de criação e de pesquisa estética.
No início do século XX, começam-se a desenvolver, em Portugal, estéticas vanguardistas, quer no domínio das artes plásticas, quer no domínio da literatura. Em Portugal, pode dividir-se o modernismo em 2 fases.
O primeiro movimento modernista português foi marcado pela publicação da revista Orpheu, que apesar de ter conhecido apenas 2 número, fez o encontro das letras e da pintura e deu a conhecer as principais tendências do movimento, sendo assim o veículo de difusão do modernismo. Os principais nomes do primeiro modernismo português foram Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário de Sá Carneiro, Santa-Rita Pintor, Amadeo de Souza Cardoso e Eduardo Viana; destes vários tiveram formação (ou trabalharam) no estrangeiro, justificando-se pelo seu contacto com as tendências vanguardistas da Europa, o surgimento destas mesmas tendências vanguardistas também em Portugal.
No segundo movimento modernista português, destaca-se a publicação da revista Presença. Este segundo modernismo tinha como características a tentativa de afastamento de qualquer posição de carácter político ou religioso; muitas das obras, estavam relacionadas com a decoração de espaços públicos. O movimento acabou por ser apropriado pelo regime, tendo muito contribuído para isso a entrada de António Ferro no SPN. Alguns dos nomes mais importantes do segundo modernismo português foram José Régio, Miguel Torga, Abel Manta e Vieira da Silva.
No início do século XX, começam-se a desenvolver, em Portugal, estéticas vanguardistas, quer no domínio das artes plásticas, quer no domínio da literatura. Em Portugal, pode dividir-se o modernismo em 2 fases.
O primeiro movimento modernista português foi marcado pela publicação da revista Orpheu, que apesar de ter conhecido apenas 2 número, fez o encontro das letras e da pintura e deu a conhecer as principais tendências do movimento, sendo assim o veículo de difusão do modernismo. Os principais nomes do primeiro modernismo português foram Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Mário de Sá Carneiro, Santa-Rita Pintor, Amadeo de Souza Cardoso e Eduardo Viana; destes vários tiveram formação (ou trabalharam) no estrangeiro, justificando-se pelo seu contacto com as tendências vanguardistas da Europa, o surgimento destas mesmas tendências vanguardistas também em Portugal.
No segundo movimento modernista português, destaca-se a publicação da revista Presença. Este segundo modernismo tinha como características a tentativa de afastamento de qualquer posição de carácter político ou religioso; muitas das obras, estavam relacionadas com a decoração de espaços públicos. O movimento acabou por ser apropriado pelo regime, tendo muito contribuído para isso a entrada de António Ferro no SPN. Alguns dos nomes mais importantes do segundo modernismo português foram José Régio, Miguel Torga, Abel Manta e Vieira da Silva.
Assinar:
Postagens (Atom)
