quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A ERA NAPOLEÓNICA



Napoleão Bonaparte esteve no poder da França durante 15 anos e nesse tempo conquistou grande parte da Europa.. Para os biógrafos, seu sucesso se deu devido a sua grande capacidade como estratega, ao seu espírito de liderança e ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas.

* Era Napoleónica

Os processos revolucionários provocaram certa tensão na França, de um lado estava a burguesia insatisfeita com os jacobinos, formados por monarquistas e revolucionários radicais, e do outro lado as monarquias européias, que temiam que os ideais revolucionários franceses se propagassem por seus reinos.

Foi derrubado na França, sob o comando de Napoleão, o governo do Diretório. Junto com a burguesia, Napoleão estableceu o consulado, primeira fase do seu governo. Este golpe ficou conhecido como 'Golpe 18 de Brumário' em 1799. O Golpe 18 de Brumário, marca o início de um novo período na história francesa, e conseqüentemente, da Europa: a Era Napoleônica.


Seu governo pode ser dividido em três partes:
Consulado (1799-1804)
Império (1804-1814)
Governo dos Cem Dias (1815)

* Consulado

O governo do consulado foi instalado depois da queda do Diretório. O consulado possuía caráter republicano e militar. No poder Executivo, três pessoas eram responsáveis: dois cônsules e o próprio Napoleão. Apesar da presença de outros dois cônsules, quem mais dispunha de influência e poder era o próprio Napoleão, que foi eleito primeiro-cônsul da República.

No consulado, a burguesia detinha o poder e assim, foi consolidada com o grupo central da França. A forte censura à imprensa, a ação violenta dos órgãos policiais e o desmanche da oposição ao governo colocaram em questão os ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade” características da Revolução Francesa.

Entre os feitos de Napoleão (na época), podemos citar:
Economia – Criação do Banco da França, em 1800, controlando a emissão de moeda e a inflação; criação de tarifas protecionistas, fortalecendo a economia nacional.
Religião – Elaboração da Concordata entre a Igreja Católica e o Estado, o qual dava o direito do governo francês de confiscar as propriedades da Igreja, e em troca, o governo teria de amparar o clero.
Direito – Criação do Código Napoleônico, representando em grande parte os interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos perante à lei, etc.
Educação – Reorganização e prioridades para a educação e formação do cidadão francês.

Os resultados obtidos neste período do governo de Napoleão agradaram à elite francesa. Com o apoio destas, Napoleão foi elevado ao nível de cônsul vitalício, em 1802.

* Império

Em plebiscito realizado em 1804, a nova fase da era napoleônica foi aprovada com quase 60% dos votos, e o regime monárquico foi reestabelecido na França, Napoleão foi indicado para ocupar o trono.
Nesse período, podemos destacar o grande número de batalhas de Napoleão para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês tornou-se o mais poderoso de toda a Europa.

O principal e mais poderoso inimigo francês, na época, era a Inglaterra. Os ingleses se opunham a expansão francesa, e vendo a força do exército francês, formaram alianças com Áustria, Rússia e Prússia.
Embora o governo francês dispusesse do melhor exército da Europa, a Inglaterra era a maior potência naval da época, o que dificultou a derrota dos ingleses. Em virtude disso, Napoleão Bonaparte pensou em outra forma de derrotar os ingleses economicamente. Ele estabeleceu o Bloqueio Continental, que determinava que todos os países europeus deveriam fechar seus portos para o comércio com a Inglaterra, enfraquecendo assim, as exportações do país e causando uma crise industrial.

A Inglaterra na época, era o maior parceiro comercial de Portugal. Portugal vendia produtos agrícolas e a Inglaterra, produtos manufaturados. Vendo que não poderia parar de negociar com os ingleses, e temendo a invasão dos franceses, D.João VI junto com sua família e os nobres portugueses fugiram para o Brasil, transferindo quase todo o aparelho estatal para a colônia.

A Rússia também descumpriu o Bloqueio Continental e comercializou com a Inglaterra. Napoleão e seus homem marcharam contra a Rússia, mas foram praticamente vencidos pelo imenso território russo e principalmente, pelo rigoroso inverno. Além disso haviam conspirações de um golpe na França, o que fez Napoleão voltar rapidamente para controlar a situação.
Após esses fatos temos a luta da coligação européia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador foi obrigado a abdicar.

* Governo dos Cem Dias

Com a derrota para as forças da coligação européia, Napoleão foi exilado na Ilha de Elba, no Tratado de Fontainebleau, porém fogiu no ano seguinte. Com um exército, entrou na França e reconquistou o poder. Passou a atacar a Bélgica, mas foi derrotado pela segunda vez na Batalha de Waterloo. Assim, Napoleão foi preso e exilado pela segunda vez, porém para a Ilha de Santa Helena, em 1815. Napoleão morreu em 1821 não se sabe, na verdade, o motivo mas supeita-se de envenenamento.

QUESTÃO:

Refere as principais medidas tomadas no periodo napoleónico

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

TESTE

CONTEÚDOS:
Unidade 3 -Triunfo dos Estados e Dinâmicas Económicas nos séculos XVII
Portugal - O Projeto Pombalino de Inspiração Iluminista

APRENDIZAGENS RELEVANTES:
• Identificar princípios mercantilistas
• Reconhecer nas práticas mercantilistas modos de afirmação das economias nacionais
• Distinguir mercantilismo inglês e francês
• Identificar áreas coloniais disputadas pelos estados atlânticos
• Relacionar as tensões internacionais com o protecionismo económico
• Compreender condicionalismos da hegemonia britânica
• Relacionar a crise comercial de 1670-92 com a adopção demedidas mercantilistas
• Avaliar a dependência económica portuguesa face à Inglaterra
• Compreender a prosperidade comercial portuguesa de finais do século XVII
. Interpretar a política económica pombalina
• Reconhecer no projecto pombalino a influência iluminista e as tentativas de modernização política e cultural de Portugal

O teste terá 5 questões
1- 50 pontos
2- 30 pontos
3- 30 pontos
4- 30 pontos
5- 60 pontos

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

HEGEMONIA ECONÓMICA BRITÂNICA

Condições de Sucesso:

Progressos agrícolas:
Agricultura como sector chave na economia
Nova teoria económica:Fisiocratismo
Processo de renovação tão profunda que leva a uma “revolução agrícola”
Resolver o esgotamento de solos
Nova agricultura aperfeiçoou um o sistema de rotação de culturas
Perfeita articulação entre a agricultura e a criação de gado
Sistema de “enclosures” (vedação dos campos)
»»»
Aumento de produtividade


Crescimento demográfico e a urbanização:

Aumento significativo devido ao desenvolvimento económico »»»
• Criação de postos de trabalho
• Taxa de nupcialidade
• Número de nascimentos
Acentuada migração para centros urbanos
Ligações de regiões do interior e cidades portuárias.


Criação de um mercado nacional e unificado:

Produtos e mão-de-obra circulavam livremente
Melhoramento dos transportes (diminuir os custos de circulação)
Construções de canais e ampliar redes de estradas
Ligação de regiões interior e cidades portuárias


Sistema Financeiro:

Primeira bolsa de valores funciona em Londres
* Factor de prosperidade económica
Permitiu canalizar as poupanças particulares para o financiamento de empresas, alargando assim o mercado de capitais.
Reforço do sistema financeiro.
Banco de Inglaterra:
• Operações necessárias ao grande comércio
• Emitir notas


Alargamento do mercado externo:

® Atlântico
Mais de metade da frota britânica singrava para as Américas.
Comércio triangular
Avultados lucros
Procura de mão-de-obra
negra incrementou o TRÁFICO NEGREIRO

® Europa
Produtos ingleses impunham-se no continente
Excelente qualidade e baixo preço
Redução de tarifas
Avalancha de têxteis e ferragens. Invadiu a França
Inglaterra retirava dividendos da América e Ásia