quinta-feira, 27 de setembro de 2007

SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME

A Sociedade do Antigo Regime caracteriza-se por ser fortemente hierarquizada e estratificada em ordens. Esta divisão organiza-se de acordo com o prestígio, poder ou riqueza de cada grupo. A categoria social é definida pelo nascimento e pelas funções sociais desempenhadas.
As três ordens são o Clero, Nobreza e Povo/TerceiroEstado, subdivididos em subcategorias.
O Clero gozava de imunidades e privilégios, cobrava a dizíma e desempenhava altos cargos. A Nobreza era a ordem de maior prestígio e destacava-se pelo grande poder fundiário, pela função militar e pelos altos cargos administrativos que desempenhava. Podemos distinguir a nobreza de sangue ou espada e a nobreza de toga. O Terceiro Estado é a ordem não privilegiada, tributária e muito heterogénea, cujas diferenças residem na actividade profissional e modo de vida. Neste contexto salienta-se a burguesia (mercadores, financeiros, letrados) e camponeses.
A sociedade de ordens é uma sociedade de símbolos, cuja distinção se faz pelos trajes, tratamento e forma de saudação (Sua Eminência, Vossa Mercê, etc). Apesar desta estrutura verifica-se uma mobilidade social, que conduziu à ascensão da burguesia, que eleva a sua dignidade pela postura no trabalho e mérito pessoal.

5 comentários:

Filipa disse...

Entre o séc. XVI e o fim do séc. XVIII, a Europa vive uma época (compreendida entre o Renascimento e as grandes revoluções liberais), designada por Antigo Regime.
Socialmente, o Antigo Regime caracteriza-se por uma estrutura fortemente hierarquizada em ordens ou estados; politicamente, corresponde às monarquias absolutistas (onde o poder está centrado no rei, com destaque para Luís XIV); e, economicamente, ao desenvolvimento do capitalismo comercial.
A ordem corresponde a uma categoria social definida quer pelo nascimento quer pelas funções sociais que os indivíduos desempenhavam. A cada ordem corresponde um estatuto jurídico próprio, e os seus elementos distinguem-se, de imediato, pelo traje e pela forma de tratamento.
São três as ordens ou estados em que, basicamente, se divide a sociedade do Antigo Regime: o clero, a nobreza e o Terceiro Estado (ou povo). Esta estratificação social, mantém vivos muitos dos privilégios e atributos, que se atribuíam ás ordens.
O clero, mantém-se, em teoria, como o estado mais digno porque se encontra mais próximo de Deus (primeiro estado). Rege-se por leis próprias (direito canónico) e goza de muitas outras imunidades e privilégios: foro próprio, isenção de impostos, direito de asilo, é detentor de grandes domínios fundiários, recebe o dízimo e, estava ainda, isento de obrigações militares.
O primeiro estado, único que não se adquire por nascimento mas pela tonsura (nome dado ao corte de cabelo dos eclesiásticos), aglutina elementos de todos os grupos sociais.
O alto clero agrupa todo um conjunto hierarquizado de cardeais, arcebispos, bispos e os seus séquitos. Vive folgadamente e desempenha importantes cargos na administração e na corte. Em geral, este grupo constitui-se com os filhos segundos da nobreza.
Já o baixo clero, geralmente oriundo de gentes rurais, partilhava da vida simples dos mais desfavorecidos e eram, por norma, pouco instruídos.
O clero regular perdera, com o decorrer dos séculos, o importante papel de agente de desenvolvimento económico que tivera na Idade Média.
A nobreza é, de facto, a ordem de maior prestígio. Estavam-lhe reservados os mais altos cargos do poder, do exército e da administração. Desfruta de um regime jurídico próprio, isenção fiscal, possui imensas propriedades e recebe rendas e tributos.
As velhas famílias cuja origem nobre mergulha no passado, constituem a nobreza de sangue ou nobreza de espada. Desde sempre dedicada à carreira das armas, a espada é o seu símbolo.
Os membros da nobreza de sangue subdividem-se em categorias diversas e hierarquizadas. No topo ficam os príncipes, duques e pares do reino. No pólo oposto, situa-se a pequena nobreza rural.
A esta velha nobreza veio juntar-se a nobreza administrativa (ou de toga), destinada a satisfazer as necessidades burocráticas do Estado.
A ocupação de cargos públicos de destaque por juristas de origem burguesa, forçou o rei a conceder-lhes um título, compatível com a dignidade das funções que desempenhavam.
O terceiro lugar desta sociedade tripartida é ocupado pelo povo ou Terceiro Estado. É, de todas, a ordem mais heterogénea, cujos membros tanto podem aspirar às dignidades mais elevadas como vegetar na miséria mais extrema.
À cabeça do Terceiro Estado encontram-se os homens de letras, seguindo-se os mercadores, os lavradores, os artesãos e assalariados. Por fim, restam ainda aqueles que não cumprem a função social do Terceiro Estado: os mendigos (válidos), vagabundos e indigentes.
Ricos ou pobres, praticamente todos os elementos do povo pagavam impostos e tinham obrigações.

Anônimo disse...

Carolina Albuquerque


Mas o Dr. até percebe umas coisas! eheh

Blog novo!!! =) =) =)

Filipa Amaral nº7 disse...

NOTA: a função do terceiro Estado era trabalhar! :p

Anônimo disse...

Luisa Pereira

Entre o séc. XVI e finais do séc. XVIII, a Europa vive uma época, segundo os historiadores, designada de Antigo Regime. Pierre Goubert caracteriza a sociedade desta período como “o regime de diversidade jurídica a administrativa da complicação e do privilégio”. A sociedade era fortemente hierarquizada e por sua vez estratificada em estados sociais. Grupos esses que tinham como base o seu prestigio, poder e riqueza. A sua categoria social dependia do nascimento e das funções sociais que o indivíduo desempenha.
As três ordens sociais de que se fala eram o clero, a nobreza e o povo ou terceiro estado. Estes estados distinguiam-se entre si pela honra, dignidade, direitos, deveres, imunidades, formas de tratamento, assim como o traje.
Os grupos privilegiados eram o clero e a nobreza, que gozavam de diversos direitos que o povo ou terceiro estado não usufruía.
O clero ocupava, como anteriormente na Idade Média, o primeiro lugar em virtude da importância das funções religiosas. Tinha leis e tribunais próprios (direito canónico). O clero gozava também de um enorme prestígio e altos cargos que lhes eram concedidos. Estava isento de impostos ou da prestação aos serviços militares, tinha direito ao asilo e possuía uma enorme riqueza fundiária que não cessava de crescer devido às constantes doações, o clero recolhia ainda um décimo da produção nacional a dízima.
O segundo grupo privilegiado era a nobreza. Esta beneficiava dos cargos mais importantes na administração e no exército. Estava isenta do pagamento tributário, possuía leis específicas, cobrava direitos senhoriais aos camponeses e a sua riqueza assentava na posse de enormes propriedades fundiárias. A nobreza estava dividida em dois estratos sociais:
- a nobreza de Toga que se dedicava às necessidades burocráticas do Estado.
- a nobreza de Espada que se empregava desde sempre à carreira das armas.
O terceiro e último estado era o povo. Era uma sociedade muito heterogénea era constituído por camponeses, mercadores, financeiros, letrados e ainda os burgueses que se integravam neste grupo social.
A diferença entre estas três ordens sociais baseava-se nos símbolos, trajes, insígnias, e ainda as formas de saudação/tratamento (“Sua eminência”, “Vossa mercê” etc.).
A burguesia adquire uma grande importância, pois esta atinge uma relevante postura na sociedade. O empenho no seu trabalho, a compra de bens fundiários à nobreza são exemplos de factores que levaram à ascensão da nobreza. Como se pode observar na imagem a burguesia adquire uma grande importância económica e social, levava uma vida muito faustosa. Isto leva então a uma mobilidade social, que se desenvolve de uma forma lenta mas significativa.

Anônimo disse...

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